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quarta-feira, 8 de abril de 2009

BURSITE ANSERINA

O que é a bursite anserina?

A junção de dois ou mais ossos recebe o nome de articulação. Ela é lubrificada por um líquido viscoso e transparente chamado sinóvia, que é secretado pela bolsa sinovial, atuando como um amortecedor entre os tendões, os ossos e a pele. A bolsa sinovial anserina localiza-se na parte interna do joelho, logo abaixo da sua articulação. Essa região é popularmente conhecida como Pata de Ganso e nela inserem-se três músculos: Grácil, Sartório e Semitendinoso. Estes músculos são responsáveis por cruzar as pernas, dobrar e juntar os joelhos.

Como ocorre?

Ela pode resultar:

• Do uso repetitivo, dos movimentos de perna, no nado de peito, ou dos chutes de bola repetidamente.

• Do giro repetido do corpo com o joelho flexionado, com o apoio neste joelho.

• De pancada direta em cima desta área da perna.Quais os sintomas?Dor na face interna do joelho, logo abaixo da articulação, que pode ser sentida ao flexionar ou esticar a perna; geralmente é acompanhada de edema.


Como é diagnosticada?

Através de exame. O médico examina o joelho à procura de dor e de edema na região da bolsa anserina.

Como é tratada?

O tratamento pode incluir:

• Compressas de gelo sobre o joelho por cerca de 20 a 30 minutos, a cada 3 ou 4 horas, por 2 a 3 dias ou até que a dor e o edema passem;

• Remoção do fluido acumulado na bolsa sinovial;

• Bandagem elástica, ao redor do joelho, para impedir a formação ou diminuição do edema;

• Medicação antiinflamatória;

• Injeção de medicamentos como cortisona, na bolsa sinovial, para reduzir o edema e a dor;

• Fisioterapia e exercícios, para ajudar na recuperação, à medida que a dor permita.


Quando retornar ao esporte ou atividade?

O objetivo da reabilitação é que o paciente possa retornar ao esporte ou à atividade, o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe o risco de agravar a lesão e causar danos permanentes ao paciente. Como cada caso é diferente do outro, o retorno ao esporte dependerá da ausência da inflamação e da dor, não existindo um protocolo ou número exato de dias indicado para este retorno. Geralmente, quanto mais tempo se demora para buscar auxílio e tratamento médico, após a presença dos sintomas da lesão, maior será o tempo para recuperá-la.

Para voltar ao esporte com segurança, o paciente precisa conseguir realizar, progressivamente, os itens descritos na lista abaixo:

• Dobrar e esticar totalmente o joelho, sem sentir dor;

• Joelho e perna recuperarem a força normal, em relação ao joelho e perna sem lesão,

• Não houver edema ou dor, ao toque na bolsa sinovial do joelho com lesão;

• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar;

• Correr em linha reta, a toda velocidade sem mancar;

• Fazer viradas bruscas ou abruptas, a 45º;

• Correr, desenhando, no chão, um "8", de 18 metros;

• Fazer viradas bruscas ou abruptas, a 90º;

• Correr, desenhando, no chão, um "8", de 9 metros;

• Pular com ambas as pernas, sem sentir dor, e pular somente com a perna lesionada, sem sentir dor;

• Durante o nado de peito, caso seja um nadador, realizar o movimento da perna, sem sentir dor.

Como previnir a bursite anserina?

A melhor maneira de evitá-la é realizar o aquecimento adequado, antes de iniciar uma atividade física, o que inclui o alongamento da musculatura dos isquiotibiais (posterior da coxa), dos músculos internos da coxa e dos músculos da parte de cima da coxa.

Gradualmente, aumentar o nível de intensidade da atividade, o que é melhor do que fazer tudo de uma vez. Isso ajudará a prevenir lesões.

Exercícios de Reabilitação da Bursite Anserina:

Em geral, o alongamento é o primeiro passo do programa de exercícios e, em seguida, inicia-se o fortalecimento das coxa e perna, não significando que esta ordem seja uma regra definitiva.

ATENÇÃO!!!

Os exercícios DEVEM ser acompanhados pelo profissional da área (Educador Físico), uma vez que o mesmo irá "guiar o caminho a ser trilhado" no tocante a aplicação de intensidade e volume de treinamento, adequando o processo terapêutico a real necessidade/capacidade do aluno/paciente.

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